terça-feira, 23 de agosto de 2016

História OBAX











sábado, 30 de julho de 2016

Uma criança saudável é espontânea, barulhenta, inquieta, emotiva e colorida!

Uma criança saudável é espontânea, barulhenta, inquieta, emotiva e colorida!: Uma criança não nasce para ficar quieta, para não tocar nas coisas, ser paciente ou entreter-se. Uma criança não nasce para ficar sentada a ver TV ou a jogar no tablet. Uma criança não quer ficar quieta o tempo todo.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

MAIS CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Mais uma contação!!! Agora com o Caixote do Nestorzinho!!! Essa foi para a primeira Reunião com os pais da Educação Infantil em 2016. Estava com duas histórias preparadas: O duende da ponte e Qual a cor do amor?
Eles escolheram Qual a cor do amor?


sábado, 2 de julho de 2016

O IMAGINÁRIO EM REGGIO EMÍLIA

O IMAGINÁRIO EM REGGIO EMILIA

Heide S. Miranda

No trabalho dos professores de Reggio Emilia, cidade do norte da Italia na Italia, se valoriza, dentre outras coisas, a observação, pois essa postura valoriza a atenção, a curiosidade, desafia o desejo de conhecer o mundo que a rodeia, educa esteticamente, além de interferir em muitos outros aspectos.
Entendo que a mais importante capacidade humana é a de imaginar, e isso, na proposta desenvolvida em Reggio, tem em abundância, lá o elemento criativo é imenso, a começar das salas de aula que foram substituídas por grandes ateliês, ricos em objetos diversificados que aguçam o processo criativo e aumentam as experiências das crianças que manipulam desde sucatas como: botões, tecidos, velas, retalhos de papéis, diferentes tipos de grãos, sementes, pedaços de madeira, lã, etc., além de objetos comuns de ateliês: mesas de diferentes tipos, com luz no tampo, pincéis, diferentes tintas, cavaletes, tesouras, réguas, etc.
Esses recursos são utilizados pelas crianças sem censura, como: vidros, arames encapados, tesouras com pontas entre vários coisas apontadas por nós como perigosas. O papel do adulto, tanto o professor como o atelierista, no processo de construção e levantamento de hipóteses do pensar sobre algo é criar possibilidades de concretizar suas fantasias. Em um dos projetos "parque de pássaros", as crianças imaginaram como seria fantástico se os pássaros também tivessem um parque de diversões, uma fonte para refrescar e outros brinquedos para alegrá-los. A função do adulto foi alimentar essa idéia e construir uma rede de parcerias: com a comunidade, imprensa, profissionais da área de construção dessa natureza, como encanador por exemplo e professores que utilizamos desenhos e idéias dos alunos e discutiam o processo de descoberta e desenvolvimento das crianças.
Esses professores encorajam seus alunos para as experiências que a princípio parecem inviáveis para a escola. Em Reggio os professores se utilizam dessas fantasias encorajando-os a discutir as possibilidades de realização de novos experimentos, com isso o professor se utiliza das explicações e falas para estudar o potencial infantil, cultivar e promover o processo criativo, apontar a importância do respeito às idéias do outro e entender que as crianças criam verdadeiras teorias a partir de suas observações e que a liberdade nas colocações de suas idéias levam-nos a falar de maneira extremamente poética. As experiências das crianças ganham registros variados, como: relatórios dos professores, artigos em jornais e revistas educacionais, documentação na escola contendo: desenhos das crianças, fala dos mesmos, relato do professor apontando o desenvolvimento do projeto e isso ganha uma importância incrível, pois tudo isso não fica enclausurado na escola, ganha as ruas, espaços públicos, então a criança entende que o que ela faz na escola é muito sério, pois outros vão aprender com o que eles aprenderam pesquisando, observando e trabalhando na escola.
Além disso, desde 1986, Reggio organiza uma mostra que corre o mundo, chamada "As cem linguagens", onde as descobertas das crianças, são expostas em grandes painéis e corre o mundo: parte dessa mostra esteve no Brasil em setembro no instituto Tomie Otake e foi vista por muitos educadores, que como eu, se interessam por experiências educacionais, que tem a criança como protagonista e que entende a cultura como braço direito da educação. Os trabalhos de Reggio não podem ser desperdiçadas nem ignoradas, por isso no próximo artigo vamos contar com mais detalhes um projeto muito interessante, intitulado "O monumento das cores", que foi realizado, a partir de um estudo que crianças de Reggio de 10 anos antes tinham estudado, ou seja, outro aprendizado para nós: o que grupos anteriores aprenderam nâo devem ser inutilizados, mas utilizados como início de novas discussões, novos projetos.
Heide S. Miranda é Coordenadora Pedagógica do Programa Jornal na Educação do Diário da Região, de São José do Rio Preto/SP
Artigo publicado em www.diarioweb.com.br

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Mas, afinal, o que é a Abordagem Reggio Emilia?

Mas, afinal, o que é a Abordagem Reggio Emilia?
         No ponto central da Abordagem Reggio Emilia para a Educação Infantil está a crença de que as crianças são cheias de  curiosidade e criatividade. Em suas mentes, não existem espaços vazios esperando serem preenchidos por fatos, imagens ou datas. Por isso, o currículo nas escolas é flexível e emerge das ideias, pensamentos e observações das crianças. Seu objetivo principal é cultivar uma paixão permanente pela aprendizagem e pela exploração.
Os seguintes fatores são inerentes a essa abordagem:
  • A imagem da criança como protagonista, investigadora e comunicadora;
  • O professor como parceiro, guia, pesquisador e  aprendiz;
  • A importância da Arte como linguagem expressiva;
  •  A cooperação como base de todo o sistema educacional;
  • O ambiente como o terceiro professor;
  • Os pais como parceiros no processo de ensino- aprendizagem;
  • A Documentação Pedagógica como forma de comunicação.

O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade?

O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade?

“Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria então sinal de adequação e o mais importante: de sucesso.
O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade.
[…]
Para contrapor às listas indicadas pelas mães, em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e sobrenome, saber contar até 100,  Alicia Bayer, organizou uma lista bem mais interessante para que pais e mães considerem que uma criança deve saber.
Veja alguns exemplos abaixo:
  • Deve saber que a querem por completo, incondicionalmente e em todos os momentos.
  • Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos, com outras pessoas e em distintas situações.
  • Deve saber seus direitos e que sua família sempre a apoiará.
  • Deve saber rir, fazer-se de boba, ser vilão e utilizar sua imaginação.
  • Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.
  • Deve saber que o mundo é mágico e ela também.
  • Deve saber que é fantástica, inteligente, criativa, compassiva e maravilhosa.
  • Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo colares de flores, bolos de barro e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Melhor dizendo, muito mais importante.
E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber:
  • Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.
  • Que o fator de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches elegantes, nem jogos e computadores chamativos, se não que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.
  • Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir a nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos dando são vidas com múltiplas atividades e cheias de tensão como as nossas. Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
  • Que nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia se desfazer de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.
  • Que nossos filhos necessitam nos ter mais. Vivemos em uma época em que as revistas para pais recomendam que tratemos de dedicar 10 minutos diários a cada filho e prever um sábado ao mês dedicado à família. Que horror! Nossos filhos necessitam do Nintendo, dos computadores, das atividades extraescolares, das aulas de balé, do grupo para jogar futebol muito menos do que necessitam de nós. Necessitam de pais que se sentem para escutar seus relatos do que fizeram durante o dia, de mães que se sentem e façam trabalhos manuais com eles. Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora. Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que tardemos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho. Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.
Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?”
Leia mais em:
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A LOUCURA DAS FESTAS DE FIM DE ANO NOS JARDINS DE INFÂNCIA

A LOUCURA DAS FESTAS DE FIM DE ANO NOS JARDINS DE INFÂNCIA

Os pais e os professores já pensaram sobre a dimensão adquirida pelas festas de fim de ano?
É surpreendente que, quase sem distinção, escolas públicas ou privadas, escolas que trabalham com populações ricas ou de poucos recursos, com excelentes propostas pedagógicas e outras se assemelhem tanto no despreparo de mostrar aos pais aquilo que as professoras são capazes de fazer com seus tesourinhos.
Devemos refletir, também, sobre o fato de que chegar ao final do ano implica a representação teatral de alguma coisa, e quase sempre usando fantasias que as crianças menores invariavelmente resolvem descartar segundos antes de subir no palco.
As professoras conseguem, com esmero e encanto, atravessar o evento com nervos de aço, uma vez que dão sua vida pelo brilho de cada pequeno. Terminar o ano pressupõe para as docentes entregar uniformes, preparar pastas, conceder entrevistas, além de ensaiar, fazer acertos com costureiras e adicionar um sem-número de horas extras de trabalho à sua folha de serviços para que o espetáculo das crianças atenda às expectativas dos pais e esteja à altura do prestígio da instituição.
E as crianças, o que acontece com elas? Algumas desfrutam muitíssimo. Outras passam por um estresse inimaginável para os adultos. Outras urinam nas calças. Outras ainda choram no pior momento. Outras ficam duras no palco, aterrorizadas pelas luzes e mortas de calor sob a roupa de arvorezinha. Algumas se negam categoricamente a subir no palco, entre as explicações amáveis da professora e o pedido suplicante da mãe, que prefere não decepcionar o pai, que espera com a filmadora ligada. Há crianças que passam uma semana com dor de barriga. Há quem se desespere quando cai ou deixa cair uma pétala de papel crepom. Algumas esquecem a música. Algumas se destacam por suas aptidões histriônicas, e são muito aplaudidas… Enfim, os flashes se superpõem e todos querem voltar para casa, torcendo como loucos para que o pesadelo acabe.
Prefiro minimizar a gravidade desses fatos, uma vez que estas encenações fazem parte da “normalidade”. No final das contas, não é tão terrível assim atuar no fim do ano; todos o fazem em todas as escolas. Por que haveria de se modificar algo?
A proposta é admitir a elaboração de pensamentos autônomos. Os adultos devem pensar em como gostariam de festejar o ponto máximo de um processo que compartilharam dentro de uma instituição. O que significa chegar ao fim do ano? O que – quem – estão festejando?
Em princípio, qualquer situação que não queira transformar as crianças em objeto de consumo destinado a satisfazer a vaidade dos adultos é bem-vinda.
Por que não organizar um churrasco, fazer uma quermesse com a participação de todos, contar histórias, dançar cirandas, ensinar canções, pais e filhos pintarem juntos, jogar bola, brincar com água, trocar experiências, fazer um piquenique? Por que os pais não oferecem um espetáculo às crianças, se fantasiando e fazendo uma surpresa? Os adultos podem decidir se querem expor ou não seu corpo ou habilidades expressivas.
Falo da submissão, disfarçada pela alegria e aplausos, imposta a muitas criancinhas. Envolvidos pela ferocidade do festejo, os adultos não se dão conta de que essa não é a forma de brilhar que elas necessariamente preferem. A liberdade de pensamento consiste em admitir que se pense ou se sinta algo diferente daquilo que a maioria definiu como bom ou desejável. Por isso, as megafestas dos jardins de infância são “normais” de forma indiscutível.
As crianças menos ouvidas por suas famílias, menos levadas em consideração em sua condição de crianças, são mais vulneráveis na hora de aceitar uma maior exposição pessoal. Às vezes, as professoras se deixam fascinar pela facilidade com que algumas crianças se dispõem a representar. Sem ignorar que há criancinhas com dons e inquietações teatrais fora do comum, pode-se dizer que a maioria faz um imenso esforço para atender às expectativas dos mais velhos. E sem benefícios pessoais de nenhuma índole, salvo o de se desnudar diante de uma imensidão de olhos alheios.
Crianças estressadas existem e fazem parte de nosso meio. Não sofrem apenas as que têm muitas atividades fora de casa, mas também as que se superadaptam às exigências desnecessárias de uma sociedade que não distingue mais entre uma festa infantil e uma festa para o consumo dos adultos.
Pensando em uma conexão emocional maior, podemos imaginar as festas como espaços ideais para o contato humano, pelo qual todos estão ávidos e carentes. Podem ser a ocasião para se conhecer, para corroborar o significado verdadeiro da escolha que fizemos para nossos filhos. Podemos pensar nas festas de fim de ano como um ritual, como um momento sagrado, do qual adultos e crianças merecem participar. São também a ocasião para observar nossos filhos sem julgá-los e repensar o que na realidade estamos escolhendo para eles.”
(Laura Gutman, em A maternidade e o Encontro com a própria Sombra)